JOÃO DOEDERLEIN @akapoeta

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“... é ter um grupo com nome zoado e um monte de piadas internas no whatsapp”
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“... é ter um grupo com nome zoado e um monte de piadas internas no whatsapp”

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"... é endurecer a alma"
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"... é endurecer a alma"

"... e eu espero que você me pegue antes de antigir o chão" #repost
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"... e eu espero que você me pegue antes de antigir o chão" #repost

Então, eu aceito a solidão.
A tristeza discreta de acompanhar
pessoas acompanhadas.
A formalidade de cumprimentar casais
sem ter ninguém ao meu lado,
ou dois casacos no banco de trás do meu carro.
O peso da individualidade vazia
e da liberdade superestimada de não estar junto de alguém,
cai sobre meus ombros quando eu deito.
Grilhões que às vezes pesam na hora de acordar.
Amarras no meu coração que me lembram
que em certos dias eu levanto por mim,
e que talvez, em alguns dias, nem por mim.
Até mesmo eu, que me coroei o rei da minha vida,
que seguro nos braços o amor próprio que me habita,
que me conformo calado com os caprichos do destino,
que sou falsamente consolado quando dizem “sua hora vai chegar”,
que decidi aprender com cada amor que sou obrigado a enterrar,
e a crescer com a falta da reciprocidade.
Eu não aguento mais a sensação de solidão,
de ter pra quem ligar quando o mundo cai,
mas de não ter pra quem querer ligar quando o mundo está
normal, tedioso e casual.
O amor não está no surpreendente,
nem no urgente,
nem no medo,
ou nos sentimentos intensos demais.
O amor está principalmente na calmaria,
e quem eu amei
percebeu,
a calma pra mim é insuportável.
Eu prefiro estar sentindo a dor da decepção
do que obrigado a viver em paz
na calmaria de um coração não-apaixonado.
Eu sei que foi amor
porque perto de você o silêncio bastava,
e o não-extraordinário era o suficiente.
Eu aceito a solidão
e tudo o que ela significa quando vive em mim.
A falta de inspiração, o sumiço da vontade,
as manhãs perdidas dormindo demais,
as noites vazias dormindo de menos,
e a sensação de estar preso numa esperança
que não morre nunca.
Nem com as pauladas do destino,
nem quando eu imploro pra ela morrer e me deixar.
Afinal, a esperança fortalecida pelo tempo 
e pela vontade de amar 
ainda vive dentro de mim,
só não me avisaram que quando ela apanhasse,
eu também fosse apanhar.
TEXTO_____ @akapoeta
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Então, eu aceito a solidão. A tristeza discreta de acompanhar pessoas acompanhadas. A formalidade de cumprimentar casais sem ter ninguém ao meu lado, ou dois casacos no banco de trás do meu carro. O peso da individualidade vazia e da liberdade superestimada de não estar junto de alguém, cai sobre meus ombros quando eu deito. Grilhões que às vezes pesam na hora de acordar. Amarras no meu coração que me lembram que em certos dias eu levanto por mim, e que talvez, em alguns dias, nem por mim. Até mesmo eu, que me coroei o rei da minha vida, que seguro nos braços o amor próprio que me habita, que me conformo calado com os caprichos do destino, que sou falsamente consolado quando dizem “sua hora vai chegar”, que decidi aprender com cada amor que sou obrigado a enterrar, e a crescer com a falta da reciprocidade. Eu não aguento mais a sensação de solidão, de ter pra quem ligar quando o mundo cai, mas de não ter pra quem querer ligar quando o mundo está normal, tedioso e casual. O amor não está no surpreendente, nem no urgente, nem no medo, ou nos sentimentos intensos demais. O amor está principalmente na calmaria, e quem eu amei percebeu, a calma pra mim é insuportável. Eu prefiro estar sentindo a dor da decepção do que obrigado a viver em paz na calmaria de um coração não-apaixonado. Eu sei que foi amor porque perto de você o silêncio bastava, e o não-extraordinário era o suficiente. Eu aceito a solidão e tudo o que ela significa quando vive em mim. A falta de inspiração, o sumiço da vontade, as manhãs perdidas dormindo demais, as noites vazias dormindo de menos, e a sensação de estar preso numa esperança que não morre nunca. Nem com as pauladas do destino, nem quando eu imploro pra ela morrer e me deixar. Afinal, a esperança fortalecida pelo tempo e pela vontade de amar ainda vive dentro de mim, só não me avisaram que quando ela apanhasse, eu também fosse apanhar. TEXTO_____ @akapoeta

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Uma das minhas palavras preferidas. (O Livro dos Ressignificados, página 72)
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Uma das minhas palavras preferidas. (O Livro dos Ressignificados, página 72)

“... e eu, que nunca recebi muito, espero demais dos outros, e quando alguém me entrega tudo, eu fujo. A triste história de um coração que não está acostumado com a reciprocidade.”
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“... e eu, que nunca recebi muito, espero demais dos outros, e quando alguém me entrega tudo, eu fujo. A triste história de um coração que não está acostumado com a reciprocidade.”

"... é eu saber que você cantou o refrão de 'o nosso santo bateu' depois de ler a primeira frase desse significado. é chamar uma música de 'nossa'."
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"... é eu saber que você cantou o refrão de 'o nosso santo bateu' depois de ler a primeira frase desse significado. é chamar uma música de 'nossa'."

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Página 101 do ‘O Livro dos Ressignificados’
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Página 101 do ‘O Livro dos Ressignificados’

“... só eu posso te chamar assim” (quem nunca teve ciúmes de apelido?)
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“... só eu posso te chamar assim” (quem nunca teve ciúmes de apelido?)

i’m breaking slowly
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i’m breaking slowly

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A Ansiedade dirigia meu corpo em dias de crise. A Ansiedade é uma péssima motorista, batia em tudo o que via e não pedia desculpas. A Ansiedade afastava as outras pessoas, como um mal motorista afasta os carros no trânsito. Meus amigos aos poucos deixavam de pegar carona na minha rotina. Todos sabemos o que acontece com um carro que é constantemente dirigido por alguém que não se importa com nada. O carro quebra. 
Quados as crises passavam, eu poderia desesperadamente esconder as chaves da Ansiedade para que ela nunca mais voltasse. Mas ela volta. E sem as chaves, ela arromba a porta do seu ser e toma o volante à força. Então eu aprendi que o melhor a se fazer era deixar bilhetes espalhados pelo carro ensinando ela a dirigir melhor. Dividíamos o mesmo carro. Ao invés de brigar, eu botava gasolina quando usava, e talvez a Ansiedade deixasse o tanque cheio de combutísvel para continuar me movendo, quando devolvesse o corpo.

Aos poucos ela parou de esbarrar nas pessoas. Aos poucos, as pessoas pararam de me evitar em dias de crise. É melhor educar a parte da sua alma que faz bagunça no seu corpo do que tentar expulsá-la. Tentar arrancar fora uma parte de si pode ser mais doloroso do que aprender a viver com ela.

A Ansiedade em dias de crise dirige o meu corpo, mas hoje eu sou seu copiloto.
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A Ansiedade dirigia meu corpo em dias de crise. A Ansiedade é uma péssima motorista, batia em tudo o que via e não pedia desculpas. A Ansiedade afastava as outras pessoas, como um mal motorista afasta os carros no trânsito. Meus amigos aos poucos deixavam de pegar carona na minha rotina. Todos sabemos o que acontece com um carro que é constantemente dirigido por alguém que não se importa com nada. O carro quebra. Quados as crises passavam, eu poderia desesperadamente esconder as chaves da Ansiedade para que ela nunca mais voltasse. Mas ela volta. E sem as chaves, ela arromba a porta do seu ser e toma o volante à força. Então eu aprendi que o melhor a se fazer era deixar bilhetes espalhados pelo carro ensinando ela a dirigir melhor. Dividíamos o mesmo carro. Ao invés de brigar, eu botava gasolina quando usava, e talvez a Ansiedade deixasse o tanque cheio de combutísvel para continuar me movendo, quando devolvesse o corpo. Aos poucos ela parou de esbarrar nas pessoas. Aos poucos, as pessoas pararam de me evitar em dias de crise. É melhor educar a parte da sua alma que faz bagunça no seu corpo do que tentar expulsá-la. Tentar arrancar fora uma parte de si pode ser mais doloroso do que aprender a viver com ela. A Ansiedade em dias de crise dirige o meu corpo, mas hoje eu sou seu copiloto.

"... essa história é verdade, eu realmente conheci um homem que, como uma forma de recomçar, entrou pro circo logo depois que perdeu o pai. E lá, se vestindo de palhaço, que seus pés enormes lhe mostraram o que sempre esteve ali: se um pé vai pra frente, um pé precisa fica pra trás."
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"... essa história é verdade, eu realmente conheci um homem que, como uma forma de recomçar, entrou pro circo logo depois que perdeu o pai. E lá, se vestindo de palhaço, que seus pés enormes lhe mostraram o que sempre esteve ali: se um pé vai pra frente, um pé precisa fica pra trás."

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